Tratamentos

Pânico

O Transtorno de pânico é caracterizado pela presença de episódios de pânico inesperados e repetidos, seguidos por pelo menos um mês de preocupações persistentes sobre a possibilidade de uma nova crise.

A crise de pânico é definida por um período de intenso medo ou desconforto acompanhado por, no mínimo, 4 dos sintomas a seguir: palpitações, sudorese, tremores, sensação de falta de ar ou de sufocamento, dor ou desconforto no peito, náuseas ou desconforto abdominal, tontura, desrealização (sensação de irrealidade), despersonalização (distanciamento de si mesmo), medo de perder o controle ou de enlouquecer, medo de morrer, anestesia ou sensações de formigamento, calafrios ou ondas de calor. Estes episódios podem ocorrer diariamente ou semanalmente, no período de vários meses.

O medo de ter uma próxima crise pode gerar um comportamento de esquiva, chamado agorafobia, que se caracteriza pela ansiedade em permanecer em locais ou situações de difícil saída, com a percepção da impossibilidade de auxílio caso ocorra um novo ataque de pânico.

Os múltiplos sintomas físicos que podem ocorrer são um grande obstáculo ao diagnóstico correto e a principal razão pela qual os pacientes procuram atendimento com especialidades diversas antes de chegarem ao psiquiatra.

Além de ocorrerem como condição primária no transtorno de pânico, as crises podem aparecer em um número grande de outras patologias psiquiátricas, como em transtornos fóbicos, quadros depressivos, intoxicações por drogas e síndromes de abstinência. Nos transtornos fóbicos primários, as crises de pânico se limitam a situações específicas, precipitadas, por exemplo, pela exposição a determinados estímulos (fobia específica). Estes ataques são evocados por situações específicas e devem ser diferenciados dos ataques espontâneos, não desencadeados por ativadores situacionais.

O transtorno de pânico tem cura e apresenta resposta terapêutica considerável com o tratamento correto. Este tratamento apresenta três etapas. A supressão das crises de pânico, geralmente através de intervenções farmacológicas e a correção de comportamentos fóbicos associados (medo de sair sozinho, medo de dirigir automóveis, de estar em multidões, etc.), habitualmente através de psicoterapia. A manutenção das medicações e psicoterapia mesmo apos remissão das crises, por um período a ser discutido com o seu médico e psicólogo, levando em consideração seu quadro e sintomas iniciais e a terceira etapa, retirada das medicações.

O sucesso está diretamente ligado ao engajamento do paciente ao seu tratamento, é de fundamental importância que o paciente entenda as peculiaridades que envolvem esta patologia e queira formar uma boa “aliança terapêutica” com seu médico, no sentido de juntos, superarem as adversidades que poderão surgir na busca do equilíbrio pessoal.

Procure sempre a ajuda de um profissional!